Viral marketing: o que é, como e quando usar

Uma ilustração de uma mulher atraindo conteúdos com videos de internet.

Todo mundo já foi impactado por um conteúdo que viralizou, não raramente esse conteúdo é uma campanha de marketing. E, quando falamos em “viral marketing“, a maioria das pessoas imagina que foi sorte. 

Um vídeo que “explodiu” do nada, um meme que tomou conta das timelines ou um produto que esgotou em minutos após um TikTok inusitado.

Quase nunca o viral marketing é um acidente de percurso, entenda mais sobre o que é, como e quando usar essa estratégia a seguir. 

O que é viral marketing?

O marketing viral é uma estratégia que incentiva pessoas a compartilharem uma mensagem voluntariamente, gerando um crescimento exponencial e orgânico. 

Em vez de a marca empurrar a comunicação, os próprios consumidores se tornam os veículos de transmissão.

Podemos usar a analogia do vírus mesmo para entender melhor a expressão, é como se, assim como um vírus biológico, ele precisasse de duas coisas para sobreviver:

  1. Um hospedeiro suscetível (o público certo);
  2. Uma carga viral alta (o gatilho emocional).

Diferente da publicidade tradicional, em que a marca empurra a mensagem “de um para muitos” (One-to-Many), o viral opera no modelo “de muitos para muitos” (Many-to-Many). 

O que é marketing viral exemplos:

Como já vimos: o viral marketing é uma estratégia que incentiva a transmissão de uma mensagem comercial para outros, criando um crescimento exponencial na exposição da mensagem.

Exemplos de marketing viral:

  • Spotify Wrapped: todo fim de ano, ou mês atualmente, a plataforma disponibiliza os dados pessoais em badges de status social; usuários compartilham voluntariamente nas redes para exibir seus gostos musicais;
  • Pôneis Malditos Nissan: a marca de carros utilizou o jingle viciante em uma campanha de carros, causando um compartilhamento massivo. Na época, a picape Frontier bateu recorde de vendas e até hoje a música é atrelada à marca;
  • Dumb Ways To Die, campanha de conscientização do metrô da Austrália: superpremiada, o vídeo e jingle visavam promover o cuidado e a evitação de acidentes;
  • Old Spice “The Man Your Man Could Smell Like”: vídeo com humor absurdo e interações em tempo real com fãs no YouTube, as visualizações dispararam porque as pessoas queriam compartilhar o entretenimento;
  • Dove “Real Beauty Sketches”: um vídeo emocional que tocou a autoestima de mulheres e gerou identificação, foi um dos vídeos mais compartilhados da década.

Como fazer marketing viral?

Não existe fórmula mágica, nem como responder rapidamente, mas há princípios testáveis. O viral não se força, ele se arquiteta:

  • Crie moeda social: compartilhar sua mensagem precisa fazer com que o usuário pareça bem. Status, bom gosto, informação privilegiada;
  • Acione emoções de alto impacto: espanto, admiração, humor afiado, indignação justa. Emoções que mobilizam, não que paralisam;
  • Use gatilhos do dia a dia: associe seu conteúdo a algo que as pessoas já fazem ou vivenciam rotineiramente (ex.: café da manhã, trânsito, fim de semana);
  • Simplifique: a ideia precisa ser resumida em poucas palavras e fácil de explicar. Complexidade é inimiga da viralidade;
  • Incentive a imitação: crie um formato que outros possam replicar sem produção profissional;
  • Projete para a plataforma: o que viraliza no TikTok (3 segundos, som, gancho visual) não é igual ao que viraliza no LinkedIn ou WhatsApp. Adapte a linguagem e a estrutura;
  • Inclua um loop de compartilhamento: torne o ato de compartilhar vantajoso: desbloqueie algo, marque um amigo, mostre um resultado.

Lembre-se que a autenticidade supera artifício. O público detecta quando a marca está tentando forçar sem ter propriedade, o viral nasce quando a mensagem é tão alinhada com a identidade da marca que o compartilhamento parece espontâneo.

O quanto o algoritmo interfere na viralização?

Há 20 anos, o viral dependia do “boca a boca”. Hoje, ele depende do “boca a algoritmo”. 

As plataformas (Instagram, TikTok, LinkedIn) são os novos vetores de transmissão. Isso muda tudo. Não basta planejar bem, é preciso fazer pensando na arquitetura da plataforma.

  • TikTok/Reels: a viralidade está nos primeiros 3 segundos. Se você não entregar o gancho visual ou sonoro imediato, o algoritmo (e o usuário) te descartam;
  • LinkedIn: o viral aqui é controverso. Textos que geram identificação profissional ou polêmica moderada têm um alcance orgânico monstruoso;
  • WhatsApp: o novo dark social. A viralidade no WhatsApp é sobre utilidade e intimidade. Se sua mensagem não for útil o suficiente para alguém enviar para a “mãe” ou para o “grupo dos amigos”, ela não existe.

Cuidado: não tente forçar um viral

Não tente forçar o viral. Campanhas que tentam imitar memes antigos, usar gírias que a marca não domina ou criar “desafios” artificiais costumam resultar em um fenômeno oposto: o viral de vergonha alheia.

Uma marca que tenta ser “descolada” sem ter propriedade para isso será tratada como o tio chato no churrasco de família tentando pagar de jovem. No fim, você não escolhe o que viraliza, você cria as condições para que o público escolha viralizar. 

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